Sempre que funcionamos bem ninguém dá por nós. Os outros têm-nos por garantidos, previsíveis, tal como com o nascer e o pôr do Sol, dia após dia, ano após ano, século após século, à precisão do relógio que o controla. Até que apareçam as nuvens. Elas que são a incerteza e o caos, grávidas de potencial, beleza e complexidade. Imprevisíveis.! O caos instalado que nos coloca de nariz no ar à procura da ordem, do ritual mecânico do Sol. Mas é nesta coexistência, neste jogo entre ordem e desordem, Sol e Nuvens, que nos expressamos em toda a nossa plenitude, contra o desejo de quem nos tem por garantidos.