Gosto de chegar cêdo ao local de trabalho. Há silêncio. Os outros chegam tarde. Eu saio tarde. A maioria já saiu quando eu saio. Chego em silêncio e saio em silêncio. No meio fica a transformação.
Sempre que funcionamos bem ninguém dá por nós. Os outros têm-nos por garantidos, previsíveis, tal como com o nascer e o pôr do Sol, dia após dia, ano após ano, século após século, à precisão do relógio que o controla. Até que apareçam as nuvens. Elas que são a incerteza e o caos, grávidas de potencial, beleza e complexidade. Imprevisíveis.! O caos instalado que nos coloca de nariz no ar à procura da ordem, do ritual mecânico do Sol. Mas é nesta coexistência, neste jogo entre ordem e desordem, Sol e Nuvens, que nos expressamos em toda a nossa plenitude, contra o desejo de quem nos tem por garantidos.
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Quando eu era criança (cresci em África) esta era uma das guloseimas mais populares. Ainda hoje sinto na língua o gosto daquelas canas, doces, a serem mastigadas e chupadas para que não lhes sobrasse nem um pouco de suco.
Experimentem e vão ver que é muito bom!
Ah, e quando queríamos dizer a alguém que nos deixasse em paz, a gíria era: “chupa que é cana doce”! ![]()
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1/2 Chávena de Gengibre cortado em cubos
1/4 de Chávena de Alho picado
1 Chávena de Salsa picada
Sumo de meio Limão
Sal a gosto
Coloca no processador e bate até formar uma pasta. Não adiciones água nem qualquer tipo de gordura.
No frigorífico, guardado num frasco bem fechado, mantém-se fresco por duas a quatro semanas. Claro podes também congelar e para isso usa uma cuvete de gelo. Mas nada melhor do que uma pasta preparada de fresco.!
p.s.: adoro comida indiana e esta pasta, além de deliciosa, é muiiiito saudável. Acompanha com o que quiseres!
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De cada vez que um dos meus colegas acrescenta a algum discurso seu esta frase “como se não houvesse futuro”, eu deixo de o ouvir para me questionar:
O que é o agora? O passado do presente? A semente de um futuro emergente? O lugar onde o nosso coração está agora, nesse futuro desejado? Em que momento é que o presente passa a ser passado? E futuro?
É complexo, não é? E tão rico também!
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Por privar com alguns músicos e ao assistir a (muitos) muito bons concertos (públicos e privados), deixo-me levar pelos ensinamentos que deles recolho:
o diálogo entre o músico e o instrumento, a harmonia que desse diálogo se desprende, a empatia com a audiência, eu diria até, a ligação intensa que se estabelece entre o músico e a audiência, a capacidade que o músico tem de entender a receptividade ao seu trabalho, o improviso mesmo quando uma corda se parte, o silêncio entre as notas que às vezes diz muito mais do que as próprias notas, o fazerem sentir-nos a todos privilegiados por estarmos vivos, aqui e agora.
Como eu gostaria de poder fazer tanto assim quando pretendo facilitar o diálogo.
Bem hajam, músicos do mundo!
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